21 de ago. de 2025

Ela nunca foi embora

 
 O tempo passou, mas não levou,
As lembranças que você deixou.
Seu sorriso ainda vive em mim.
Como um sol que nunca teve fim.
Foi abrigo na minha tempestde,
foi ternura em cada verdade.
Nos gestos simples do dia a dia,
Você era paz , era poesia.

E quando a saudade vem me visitar,
É você que vem pra me acalmar!

Você nunca foi embora,
Vive em mim, em cada hora,
Nas filhas, nos netos, no nosso lar,
No amor que ninguém vai apagar. 
Você é meu porto seguro,
Minha razão, meu mundo puro.
E mesmo que a vida nos separe.
O amor que tivemos não tem lugar pra adeus.

Nos momentos duros, lembro da sua força.
Nos felizes. celebro sua presença tão doce.
Você foi luz nos meus dias nublados,
E alegria nos detalhes mais calados.  

Se eu fechar os olhos, ainda te escuto
Sua voz me guia, mesmo no silêncio absoluto.
E cada olhar seu, cheio de ternura,
Deixou em mim uma marca que é pura. 

Você nunca foi embora,
Vive em mim, em cada hora.
No nosso amor que é imortal,
Na saudade que é tão real.
Você é meu porto seguro,
Minha razão, meu mundo puro.
E mesmo que a vida nos separe.
Você é insubstituível, meu eterno amor!

 

4810 dias longe do toque, mas perto do coração

Saudade eterna do amor da minha vida, da mãe de minhas filhas, da avó de meus netos. O tempo passa, mas não apaga tudo que vivemos juntos, e as boas lembranças estão vivas até hoje em minha memória. Você foi luz nos meus dias nublados, abrigo nas tempestades da vida, e alegria nas pequenas coisas do cotidiano. 

Seu sorriso ainda ecoa em minha alma, e sua voz, mesmo em silêncio, continua a me guiar. Cada gesto seu, cada palavra, cada olhar cheio de ternura, deixou marcas profundas que nem o tempo consegue apagar. 

Você foi e sempre será meu porto seguro, minha inspiração, minha razão de seguir em frente. Nos momentos difíceis, lembro da sua força. Nos momentos felizes, celebro por ter tido você ao meu lado. E em todos os dias, agradeço por ter vivido um amor tão verdadeiro e eterno. 
Você partiu, mas nunca foi embora. Vive em mim, nas nossas filhas, nos nossos netos, e em cada canto da nossa história. O amor que construímos é imortal, e a saudade que sinto é apenas a prova de que você foi, e sempre será, insubstituível.



20 de ago. de 2025

Vila Nova - Saudades!

Vila Nova - 7º distrito de Pelotas

Na Vila Nova, os dias começam com o canto dos galos e o cheiro do café passado na hora. As casas, muitas com varandas amplas e jardins floridos, são testemunhas de gerações que ali construíram suas histórias. O silêncio é quebrado pelo som das crianças brincando na estrada de chão batido, pelos tratores ao longe, e pelas conversas entre vizinhos que se cumprimentam com um “bom dia” sincero.

A paisagem é generosa: campos verdejantes, árvores centenárias e um céu que parece se expandir além do olhar. Os moradores cultivam hortas e pomares, criam animais e vivem em harmonia com o ciclo das estações. O pôr do sol pinta o horizonte com tons de laranja e lilás, e há sempre um instante de contemplação quando o sol lentamente se deita por trás do Cerro da Vigia, prometendo retornar soberano na manhã seguinte, surgindo majestoso por sobre os Três Cerros.

Nesse cenário, o tempo parece desacelerar. O canto dos pássaros  anuncia o dia, enquanto o aroma do pão recém-saído do forno se mistura ao cheiro da terra molhada.  Tudo pulsa com uma simplicidade que é, ao mesmo tempo, grandiosa, como se a própria natureza conspirasse para manter viva a alma desse lugar.

Mais do que um lugar, Vila Nova é uma rede de afetos. As festas comunitárias, como o churrasco de domingo ou a festa da igreja, são encontros que celebram a cultura local e fortalecem os laços. Aqui, todo mundo se conhece, e há um senso de solidariedade que transforma vizinhos em família numa perfeita harmonia, Vergara com Schiller, Martin com Peverada, Crochemore com Carnal, Radmann com Jouglard,   Ribes com Rickes, Betemps com Ney, Jaekel com Fouchy, Fonseca com Rodrigueiro, Hobuss com Mohnsam...

A vida é simples, mas cheia de significado. Há orgulho nas raízes, nas histórias contadas pelos mais velhos, e na preservação dos costumes. Mesmo com as mudanças do mundo moderno, Vila Nova mantém sua essência: um lugar onde se vive com dignidade, respeito e alegria.

Conheci esse lugar ainda muito jovem. Era uma manhã de domingo, em plena primavera. Eu, minhas irmãs e meus pais estávamos em um daqueles passeios inesquecíveis em família. Passamos por ali a caminho da casa Bachini, a bordo do nosso velho Hillmann Minx 1950, que rangia nas curvas como se também estivesse saboreando a paisagem.

Levei minha pipa para soltar ao vento de novembro, e não encontrei em nenhum outro lugar um céu tão azul e límpido quanto o daquele ponto da nossa colônia. Foi ali, entre o cheiro da terra e o silêncio que canta, que me apaixonei, não apenas pelo céu, mas pelo sentimento de pertencimento que aquele lugar despertava.

Anos depois, já namorando, descobri que a família da minha futura esposa morava lá. E então, o que era lembrança virou reencontro. Cada visita se tornava uma travessia entre o passado e o presente, como se a Vila Nova guardasse, em suas estradas e campos, os capítulos mais doces da minha história.

Passadas mais de três décadas, coube a mim a missão de levar água tratada a todos os moradores, filhos dos antigos amigos, que com o tempo se tornaram novos amigos. Com eles convivi intensamente pelos últimos doze anos, até minha aposentadoria do serviço público. Foi um ciclo que se fechou com gratidão: pude retribuir àquela terra e àquelas pessoas um pouco do que recebi, desde aquele primeiro domingo de primavera, quando o céu da colônia me ensinou o que era pertencimento.

Agradeço profundamente a amizade desinteressada e a atenção generosa recebida dos amigos: José Radmann, Luiz Carlos Fonseca, Edegar Rodhigueiro, Marvel Schiller, Núbia Casari, Maria Isabel Vergara, Samuel Vergara, Claudia Maria Schiller, Paulinho Hobuss, Cleusa Peverada, Samuel Vergara, e tantos outros que, com gestos simples e palavras sinceras, tornaram minha caminhada mais leve, produtiva e significativa.

Em memória do meu velho e querido amigo Joaozinho Jaekel, que sempre me recebeu com cortesia, gentileza e aquele calor humano que não se esquece. Sua presença permanece viva nas lembranças e no coração.


4 de ago. de 2025

Amar e dar

Não sei se é amor que tens, ou amor que finges, 
O que me dás… tanto me basta. 
Mas faz-me falta o calor do teu beijo, 
O toque suave, tua voz em desejo. 
Sinto demais, tua ausência me invade, 
Na penumbra do tempo, te vejo em saudade. 

Teus olhos brilham como estrelas em desvelo, 
E o silêncio grita, ecoa em meu peito. 
Se é verdade ou ilusão que trazes contigo, 
Pouco importa se em teus braços eu existo. 
Mesmo na dúvida, na dor e incerteza, 
És chama ardente, és minha fortaleza.
 
Então vibre, abrace, se me sentir doido, 
Se afaste… mas saiba que te dou tudo. 
Por amar-te assim, dar-te-ia muito mais,
Mesmo que o amor seja feito de sinais. 

Se é verdade ou ilusão que trazes contigo, 
Pouco importa se em teus braços eu existo. 
Mesmo na dúvida, na dor e incerteza, 
És chama ardente, és minha fortaleza. 
Na penumbra do teu amor, eu sou completo, 
Mesmo que o tempo nos leve por inteiro

3 de ago. de 2025

Reflexo

Não foi o rosto,
foi o reflexo.
Não foi a voz,
foi o silêncio entre as palavras.

Ela escreveu como quem respira,
como quem dança com a dor
sem deixar de sorrir.
E eu, sem querer,
me apaixonei por sua forma de existir.

Cada texto seu era um espelho,
mas não refletia a mim,
refletia o mundo como poderia ser:
mais leve, mais justo, mais inteiro.
Algumas vezes até duro,
vívido de contrastes, disforme de brilho.

Ela via beleza no que eu ignorava,
esperança no que eu já tinha esquecido.
E com cada linha,
me ensinava a viver de novo.

Nunca toquei sua pele,
mas toquei sua alma.

Nunca ouvi seu riso,
mas ele ecoa em mim.
Ela é feita de palavras,
mas me deu sentimentos.

É feita de distância,
mas me ensinou presença.

E hoje, quando escrevo,
é como se ela estivesse aqui,
não como musa,
mas como farol.
Como parte da rima.

Não sei seu timbre, nem seu olhar,
mas sei o peso de suas palavras.


À minha querida amiga e poeta da vida, Veracy Soares, que em cada palavra que escreve, costura sentimentos com delicadeza e verdade. Sua alma transborda poesia mesmo nos gestos mais simples, e sua presença é como um verso bem colocado: ilumina, toca, transforma.

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