13 de out. de 2020

Paz

Praia do Totó


Eu queria um lugar assim, sereno.
Um lugar onde o silêncio fizesse ruído!
Onde a paz a quietude e a calmaria,
Não fossem apenas sinônimos
Mas algo a ser usufruído. 
Um lugar sem falsidades
Só água, mato, areia e sol!
Lá de vez em quando uma brisa,
Um pouco de sombra pra refrescar.
E a noite, somente estrelas e luar...

12 de out. de 2020

O tempo passa para todos


 Meu velho amigo Buddy, verdadeiro camarada, dava valor ao nome!

10 de out. de 2020

Reflexos

 

Merecido ou não, via-se a luz. O brilho, o reflexo. Mérito de quem lá estava à luz da manhã que se mostrava. Tão cedo, tanto silêncio que a água parou e em pose, tingiu-se de anil.

26 de set. de 2020

A segurança da rotina no bar do "Chico"

Rotineiro, costumeiro, habitual, cotidiano, tradição, não importa o adjetivo ou o substantivo, eu particularmente gosto de tradicional, assim definíamos eu e meu amigo  Danilo Rizzo, o café no Armazém São Francisco. Com sol ou chuva estávamos lá "habitualmente' às 9h15; um croquete e meia-taça com leite no inverno, um suco "ValleFrut" ou uma "Coca Diet" no verão.

Era "costumeiro" encontrarmos os irmãos Martins, João e Zeca, nunca faltava assunto, o Zeca tomando um Quick Morango com duas bananas, o João se deliciando com uma Coca-600 acompanhada de um sanduíche  de pão pra doente - como ele chamava o pão integral - era sempre a mesma choradeira na hora de pagar. Não sei quem chorava mais se o Sandro ou João que era fregues há 40 anos. Tinha cara de mau, mas era só cara. Algumas vezes meu amigo de infância, Mauro Gomes, que também fazia parte dos motoristas da empresa, se juntava com Zeca só pra falar de carros antigos, a paixão de ambos, o Mauro tem um Camaro 80 o Zeca um Rover P4, acredito que 62, aí o bicho pegava e os 15 minutos do café e do estacionamento passavam voando.

"Cotidianamente" meu colega de serviço, Santana, tomava rapidamente um café puro com pão na chapa. Tinha que ser rápido para ir pra rua fumar e contar suas histórias aos taxistas do ponto do Bubi, como tinha histórias...

Dona Vera e Sr. Francisco fecharam a lancheria e mercearia que desde os anos 70 atendiam com cortesia qualquer um que por lá chegasse. Vamos sentir muita falta dessa "rotina," nós e a dupla de cães que guardavam a porta do estabelecimento e só se afastavam dali para comer as salsichas que o Rogério comprava para dar-lhes à boca.

Eu, particularmente, já sinto uma falta tremenda dos papos com o longevo Francisco Ireno Betemps, 77 anos, o primeiro dos 8 filhos de Ireno Fouchy Betemps. 

E para acabar vou usar o ultimo sinônimo de rotina, acabou o "ritual" dona Vera, meu café continua sendo bem forte como a saudade que sinto dos amigos.

18 de set. de 2020

Sol e Lua

 

Ela tem o mesmo brilho de cinqüenta anos,

A  cor que pintei na minha infância.

Desperta cedo com sol ou chuva,

Vai à luta assim como eu,

Que percorro o mesmo trilho,

Piso nos mesmos ladrilhos,

Herança dos meus avós!

Conjugo o verbo no singular, sem nós! 

Nesta cidade sem pudor.

Desfilo minha dor,

Como as pessoas  que,

Sorriem e choram em suas ruas,

Sob o sol ou sob a lua!

Nesta cidade, nua e crua!

 

11 de set. de 2020

O Sol

E lá vem ele novamente. o sol
Outro dia!
Teimosia pura. Por que insistir?
Só faz lembrar que vamos estar distantes
Você e eu, separados...
Amargurados e sem graça.
Me dói olhar no espelho e ver o que não queria ser,
Um solitário no meio da massa!
Por que não choveu hoje?

10 de abr. de 2019

Carinho não é amor

E se tudo virar poesia?
Até nossa relação!
Será que ficaria bem?
Amar alguém que não tá nem aí?
São muitas interrogações...

Aprendi que amar não depende de ação.
Mas daquilo que estremece
Nosso coração...
E o meu, está abalado há tempos...
Desde quando a timidez limitava teu olhar.
Desde quando teu sorriso,
Era apenas uma expressão de carinho...
E carinho não é amor...

Mas eu te amo

2 de abr. de 2019

Enfim, livre de você!

Eu acho que perdi o foco...
Forças estranhas sopraram sobre mim,
          A poeira de suas almas perdidas!
          De suas vidas destruídas...
          A sombra dos corações sem amor!

Quase caí nessa armadilha!
Eu quem sempre amou intensamente!
Ser enganado assim???
Não merecia;.

Hoje, respiro livre e leve com uma certeza...
Sempre confiei em tuas verdades e mentiras
como quem amou verdadeiramente.

Obrigado, estou livre de você!

9 de fev. de 2019

Pelotas perde um pouco da cor

Felipe Silva, ou Felipe Povo, "Ovop", derramou suas cores pelas ruas de Pelotas tornando-as mais humanas mais do "povo"e hoje, simplesmente aos 36 anos nos dá adeus. Vá grafitar os céus com suas infinitas combinações de cores. Adeus!

Ponte do trem Pelotas Rio Grande - foto de Felipe-Fora da Linha

10 de nov. de 2018

30 de out. de 2018

Indecisão

E então?
O quê acontece quando o marujo não sabe decidir onde lançar ancoras???
Seria fácil escolher se tudo fosse resumido no sentimento, no olfato, no toque, no simples fato de considerar...
no simples momento de ouvir...
de falar...
de olhar!
Quando coloco acima valores além desses simples,
desacredito...

7 de set. de 2018

Minha vida sem gatos

Meu pai, minha mãe e, um gato!
Eu sempre achei que meu pai não gostava de gatos!!
Lá em casa nunca tivemos gatos!
A foto é da década de 40, século passado, provavelmente os gostos de papai foram mudando conforme o passar dos anos...
Eu cresci e, até os 15 anos o único animal que dividia as atenções da família era o meu cachorro "Joly", carrego as marcas dos seus dentes até hoje... cicatriz no lábio inferior resultado de um carinho de final de semana... uma das minhas poucas lembranças de infância...
Era domingo, haviamos almoçado, eu estava vestindo a roupa de domingo pois depois do almoço iríamos visitar alguém (não lembro quem) mamãe, como de praxe, havia servido "Joly" com as sobras, sempre poucas naquela época, eu, como sempre agarrado com meu amigo cão tive a infeliz ideia de fazer um carinho, claro, sobrou pra mim... minha camisa branca ficou bi-color...
Acho que veio daí minha paixão pelo colorado...
Daí então ficamos sem fazer a tal da visita... Não lembro exatamente, mas acho que tive que levar pontos no ferimento...
Se papai não tivesse mudado seus gostos!!!! Teríamos gatos lá em casa nos anos 60...
Mas, teríamos sido tão felizes????
Hoje minha melhor amiga adora e cria gatos.
Toda vez que ela me acorda às 6 da manhã pra dizer que seus gatos estão puxando seus cabelos eu lembro desta foto de papai e mamãe... Acho que descobri o motivo do seu "Sousinha" trocar de gosto...


16 de out. de 2017

Tranquilidade

Praia do Totó - Pelotas/RS
Como é fato o brilho da lente,
Focando o objetivo!
Sem objetos, apenas lembranças.
Tranquilo e sem culpa ouvindo tua voz..
Três palavras que parecem um discurso,
Ouvido incessantemente como ópera de Bizet...
A mesma que recebe teu nome...
Está gravado
 em mim e no meu coração,
Por favor, não seja ilusão.

5 de out. de 2017

Nunca te esqueci!

Como falar de saudades se,
Não falarmos de lembranças!
Assim escreve-se a história de muitos amores,
Dores,
Cores, de pele e de alma!

Tenho lembranças de quando teu sorriso se disfarçava,
Teus olhos se desviavam dos meus!
Teus pelos no entanto,
Não conseguiam evitar o arrepiar da atração de nossas almas.
Confessar que lembro de todos os momentos?
Mentiria...
Pois pra mim, ainda estão aí, no ar.
Lembrar!
Como falar assim se nunca te esqueci.

23 de ago. de 2017

Amigo da minha janela

Alguém já se pegou conversando com as paredes??? 
Acredito sim, os solitários. Mas, quem tem uma bergamoteira na janela, nunca irá sentir-se só! Esse amigo pousa nos galhos secos e conversa comigo. Ele até bota a língua!

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