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4 de ago. de 2021

O comunista do Café Rian - IX

O movimento da rua visto pelo reflexo das vitrines era surreal, somente uma mente doentia poderia ver no comum, o inusitado. Esse era ele, Nilo. 

Certa vez passávamos em frente a Casa Lyra e o aroma da essência  dos perfumes importado tomava conta da rua. Ele, conseguiu ver um agente do DOPS do outro lado da rua pelo reflexo da vitrine associando o aroma ao nome de um colega que ele chamava de bolchevique...

_Olha lá! Já estão na cola do bolchevique por causa do Krásnaia Moskva barato que ele usa!

Era maravilhoso sentir aquelas misturas e observar as moças em pleno "footing" saindo da Casa Sloper com maquiagens personalizadas e penteados impecáveis. 

Meu tio adorava entrar na Sloper para ver os cristais. Eu, para ver os brinquedos. Nilo, só para criticar os preços.

Cada um com sua mania. 

16 de jul. de 2021

Por uma posição definitiva da sociedade - IMPEACHMENT JÁ

 


Um clipe reunido vários artistas está bombando nas redes sociais, coincidindo com um ato virtual pelo Impeachment de Jair Bolsonaro, que recolheu mais de 30 mil assinaturas de trabalhadores de vários segmentos culturais, representantes de movimentos sociais e setores da sociedade civil na quinta-feira (15/7).

Intitulada "Desgoverno", a música que embala o manifesto foi composta por Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes, e sua gravação reuniu cantores, instrumentistas, atores e ativistas de várias regiões do país. Em ritmo de reggae, o refrão resume a mensagem: "Um homem sem juízo e sem noção não pode governar esta nação".

 Os artistas que participam do clipe são Aílton Graça, André Abujamra, Andrea Horta, Bárbara Paz, Camila Pitanga, Chico Salem, Dani Nega, Denise Fraga, Dira Paes, Danilo Grangheia, Érico Theobaldo, Ellen Oléria, Elisa Lucinda, Fabiana Cozza, Fernando Nunes, Gero Camilo, Julia Lemmertz, Letícia Sabatella, Kuki Stolarski, Luís Miranda, Malu Galli, Marco Ricca, Matheus Nachtergaele, Nô Stopa, Pedro Cunha, Sandra Nanayna, Simone Julian, Tata Fernandes, Tiquinho, Tuca Marcondes, Vange Milliet, Zahy Guajajara, Zeca Baleiro e Zélia Duncan.

30 de jun. de 2021

O comunista do Café Rian - II


No mais tudo era paz. Meus tios tinham uma preocupação com o bem estar dos vizinhos, nossas conversas eram aos cochichos, eu não entendia bem o porquê. caminhava-se nas pontas dos pés, arrastar uma cadeira nem pensar... Manias! Coisas de gente da capital, casal sem filhos, que mal faz arrastar uma cadeira? 

Eu, criado na Vila do Sapo, não entendia essas preocupações. Nossos vizinhos não eram tão exigentes assim. Nunca vi o Antônio Merdaco ou o João Louco, o corno mais feliz da Vila do Sapo, reclamarem por qualquer vozerio mais alto na  avenida que morávamos no Bairro Nossa de Fátima. E por falar em João Louco, esse mereceria um capítulo a parte, quem sabe um dia ainda escrevo sobre a forma como ele se esquivava para deixar o caminho aberto para o "Cabelinho", (cara de boa aparência traje refinado mas gosto estranho para mulheres), chegar até a cama da dona Z, esposa do corno João Louco;  Antônio Merdaco também tinha seu histórico no serviço de saneamento, pelo nome, imaginam com o quê. Mas isso não vem ao caso.

Eu, por ser convidado, cumpria todos as exigências no pequeno apartamento da família Caetano. Tomava banho todos os dias, escovava os dentes, brincava silenciosamente
com a escova de chão, meu fusca imaginário - uma vez em companhia do meu querido avô, apreciamos por horas em uma vitrine da Otávio Rocha, um fusca bombeiro bate-volta que eu, com minha imaginação fértil, acreditei que seria presenteado - sonho até hoje. Na falta do fusca, servia-me a escova de chão, nunca tive brinquedos de menino em minha infância, coisa rara para os filhos dos proletariados naqueles tempos... 

E assim minha visão foi abrindo... continua em breve

2 de jan. de 2021

Escudo, escolta, proteção

 

Escudeiro

Dez meses em casa, saindo apenas para extremas necessidades. Amigos, nem pensar. A última visita não teve os mesmos cuidados e, já foi, Deus o guarde Pascoal!

Eu queria contar com a proteção da vacina que até agora só está em discussão política enquanto os mortos engrossam as estatísticas. Políticos filhos da puta!!!

Revendo minhas mensagens encontrei essa que expressa um pouco o sentimento da maioria do povo brasileiro. Ela dizia o seguinte: 

" AULA DE GRAMÁTICA" 

 Filho da puta não é palavrão.

A expressão "filho da puta" é adjunto adnominal quando a frase for:

_ Conheci um presidente da república "filho da puta".

_Mas, se a frase for, o Bolsonaro é um "filho da puta", aí é predicado. 

_Agora, se a gente usar a frase, esse "filho da puta" não está fazendo nada para combater a Covid-19, "filho da puta" passa a ser sujeito.

_Porém, se o cara aponta uma arma pra testa do presidente e diz, agora nega o envolvimento com a milícia "filho da puta", aí é vocativo.

_Finalmente se a frase for, "o presidente, aquele FILHO DA PUTA retirou dinheiro da área da saúde, aí é aposto.

Que língua a nossa não?

Agora vem o mais importante pro aprendizado, se estiver escrito, "ele foi expulso do exército" no passado mas, mesmo assim, ele se denomina capitão! Filho da puta é sujeito oculto,

É surreal a visão desse "filho da puta".

Enquanto isso vou contando com a proteção  de "Booz e Jachin", das asas do meu anjo-da-guarda e do Supremo:. Obrigado DEUS!


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